| São Paulo,
02/07/2008 - n. 25 Presidenta da Anoreg/SP fala à Revista
Bovespa sobre o sistema de registro de imóveis brasileiro
Bom
para toda a sociedade Miriam Scavone
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| Patricia Ferraz |
| O Brasil oferece segurança
para investir | Uma mudança revolucionária está em estudos
no mercado imobiliário, que passa por uma fase de euforia: a concentração, na
matrícula do Registro de Imóveis, de todos os ônus que incidirem sobre o bem,
conferindo uma segurança ainda maior às transações do setor. E desta revolução
participa a advogada Patricia André de Camargo Ferraz, há pouco eleita presidente
da Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg-SP).
A
palavra cartório desperta ambigüidade, pois lembra burocracia e segurança. “Você
conhece alguém que tenha perdido o sono por ter registrado um imóvel?”, indaga
Patrícia. “O sistema de registro de imóveis no País é muito seguro e está em processo
de intensa modernização”, diz ela, que fez carreira como promotora de Justiça
antes de prestar concurso público e assumir o cartório de Diadema, na Grande São
Paulo. “Não haveria boom imobiliário se o sistema registral não fosse bom,
seguro e eficiente”, afirma Patricia, que divide seu tempo entre entidades ligadas
à área notarial, os filhos adolescentes (de 14 anos e 11 anos) e o cartório de
Diadema, um dos mais modernos do País.
Considera eficiente o sistema
de registro de imóveis no Brasil? — É muito seguro e eficiente. Agora
estão sendo discutidas inovações, como a concentração de todas as certidões
necessárias para uma transação imobiliária, além da introdução do conceito de fé
pública registral, o que poderá transformar nosso sistema em um dos três
melhores do planeta. O Brasil foi um dos pioneiros – junto com Chile, Espanha,
Inglaterra e Alemanha – na introdução do registro de imóveis, no início do
século 19. O registro surgiu da necessidade de fomentar negócios em sociedades
agrícolas usando-se a propriedade fundiária como garantia. É um sistema seguro e
simples. À medida que o País se desenvolveu, tornou-se mais urbano, com desafios
maiores. Na associação, o objetivo é a modernização, diminuir a burocracia,
melhorar a qualidade do serviço prestado e reduzir o preconceito em relação a
atividade.
Na percepção popular, quem tem um cartório tem
fonte de renda garantida e tende a se acomodar. Visão errada ou você é diferente
do padrão? — Os dois. Não há garantia de renda fixa. Um cartório vive de
taxas cobradas pelos registros que faz. O registrador vende segurança, um dos
pilares do crescimento. Você não pode relaxar: tem de se atualizar
juridicamente, estar atento ao cenário econômico, à evolução tecnológica e
oferecer serviços de qualidade.
Como são seus investimentos pessoais? Investe em imóveis?
— Acabei de comprar uma casa para mim e meus dois filhos, Fernando, de 14, e
Fábio de 11 anos. Não compraria se não considerasse bom investimento. Além
disso, sou otimista em relação ao cenário econômico. Enfrentamos um momento
delicado por causa da crise do subprime nos EUA, algo previsível dado o baixo grau de
segurança das transações imobiliárias lá. Mas isso jamais ocorreria no Brasil,
onde o grau de segurança é maior.
Não há nenhum risco de uma crise igual
no País? — Poderia acontecer se o mercado ficasse superaquecido e os
imóveis passassem a ser avaliados por valor bem acima do mercado. Mas estamos
longe disso. (René Decol).
(Fonte: Revista
Bovespa on-line, seção Mulheres em ação).
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