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São Paulo, 01/06/2009 - n. 133

Bradesco Escriba Netscan Kodak 4º Encontro Regional Anoreg/SP - Vale do Paraíba - 25 de abril de 2009

ANOREG/SP e demais entidades paulistas realizam o 4º Encontro Regional em Taubaté

Os participantes do Encontro Regional do Vale do Paraíba elegeram um notário e um registrador para representá-los junto à diretoria da ANOREG/SP: Nelson Dias de Barros Junior, (RI e anexos, Queluz) e Vera Lucia Rother de Camargo (RCPN e Tabelião de Notas, Taubaté).

  
Joélcio Escobar, José Carlos Alves, Patricia Ferraz, Marcelo Verderamo e Marcelo Vieira Barbosa
Joélcio Escobar, José Carlos Alves, Patricia Ferraz, Marcelo Verderamo e Marcelo Vieira Barbosa

ANOREG/SP, ARISP, ARPEN-SP, IEPTB-SP e IRTDPJ-SP realizaram no Baobá Hotel, em Taubaté, no último dia 25 de abril, o 4º Encontro Regional do Vale do Paraíba.

Participaram da reunião representantes das seguintes cidades do Vale do Paraíba: Aparecida, Bom Jesus dos Perdões, Cachoeira Paulista, Cunha, Distrito de Maresias, Guaratingueta, Jacareí, Jambeiro, Lagoinha, Natividade da Serra, Pindamonhangaba, Queluz, Redenção da Serra, Santa Branca, Santa Isabel, São Bento do Sapucaí, São José dos Campos, São Luiz do Paraitinga, São Paulo, São Sebastião, Taubaté e Ubatuba.

A presidenta da ANOREG/SP Patricia André de Camargo Ferraz abriu o Encontro do Vale do Paraíba agradecendo aos presentes seu empenho em participar da reunião em pleno sábado. Em especial, agradeceu aos anfitriões Edson de Oliveira Andrade (RI/Jacareí) e Marcelo Vieira Barbosa (RI/Taubaté), a preciosa colaboração para a organização do evento na região.

Marcelo Vieira Barbosa, Marcello Verderamo e Edson de Oliveira Andrade
Marcelo Vieira Barbosa, Marcello Verderamo e Edson de Oliveira Andrade
  
Joélcio Escobar, Patricia Ferraz e José Carlos Alves
Joélcio Escobar, Patricia Ferraz e José Carlos Alves

Antes de passar às informações a respeito dos temas institucionais que mais mobilizam a categoria no momento, Patricia Ferraz fez questão de reconhecer publicamente a colaboração das entidades paulistas, cujos presidentes fazem parte da atual diretoria da ANOREG/SP, o que permite seja realizado um verdadeiro trabalho associativo de classe.

“Temos conseguido bons resultados graças ao excelente diálogo que existe entre essas entidades, o que, aliás, tem permitido a realização destes encontros em todas as regiões do estado”, declarou a presidenta.

A seguir, informou o atual estágio de questões que interessam a todos os associados, como a tributação de ISS sobre os serviços notariais e registrais. O ANOREG/SP on-line vem publicando o sucesso das ações declaratórias de inexistência de relação jurídica com pedido de tutela antecipada para autorização de recolhimento de ISS na forma de trabalho pessoal.

Quanto ao Ipesp, Patricia Ferraz informou que a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo prepara um projeto de lei para corrigir as incongruências da carteira das serventias extrajudiciais de modo que ela continue a ser gerida pelo órgão. “Isso é possível porque desde 1994 nossa carteira está em extinção, reconhecida como tal pelo governo do estado de São Paulo e pelo Ministério da Previdência Social. Estamos aguardando que esse PL seja divulgado e estamos atentos também ao prazo de extinção do Ipesp (31 de maio). Independentemente disso, se alguém quiser entrar com uma ação para a defesa de seus interesses pode fazê-lo”, lembrou.

A presidenta relatou ainda a questão das proposições legislativas de interesse da categoria e os preparativos para a segunda edição das Jornadas Institucionais. Pediu, ainda, o empenho pessoal de cada um dos notários e registradores paulistas em participar da segunda edição das Jornadas Institucionais, nos próximos dias 2 e 3 de julho, que em breve abrirá inscrições. 

Patricia Ferraz falou ainda dos convênios que a ANOREG/SP vem firmando com várias instituições de ensino e com empresas fornecedoras de diversos produtos e serviços para oferecer preços e condições especiais aos seus associados.

ANOREG/SP: 30% de novos associados

“Em fevereiro de 2009 tínhamos 652 associados num universo de 1564 cartórios no estado de São Paulo. Em março fizemos uma campanha para que novos colegas se associassem à ANOREG/SP e tivemos 207 novas adesões, ou seja, um crescimento de 30% de associados, o que é espetacular”, comemorou a presidenta. “Isso se deve ao trabalho integrado que tem sido feito por todas as entidades. Nossa diretoria é composta por pessoas comprometidas com os interesses de todos os membros da instituição e creio que isso está sendo percebido de alguma forma pelos notários e registradores do nosso estado.”

Associados ANOREG/SP – abril/2009: 55,14% dos cartórios do estado de São Paulo   Regional Vale do Paraíba: 54,95% de cartórios associados à ANOREG/SP
        
Associados ANOREG/SP – abril/2009: 55,14% dos cartórios do estado de São Paulo   Regional Vale do Paraíba: 54,95% de cartórios associados à ANOREG/SP

Finalmente, Patricia Ferraz disse que enquanto a ANOREG/SP cuida da representação política e institucional da categoria, as demais entidades cuidam da parte técnica. “Todas elas têm desenvolvido programas e aplicativos de informática excelentes que estamos levando às diferentes regiões do estado, para que todos possam se beneficiar das facilidades oferecidas”, concluiu.

Aplicativos do IEPTB-SP facilitam atividades dos tabeliães de protestos de todo o estado

O primeiro palestrante foi o presidente do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – seção São Paulo, José Carlos Alves, que apresentou as mudanças do IEPTB-SP em sua gestão e convidou os colegas de protestos a participarem dos programas do instituto.

“Quando assumi o IEPTB-SP, em 2003, ele reunia apenas os dez tabeliães de protestos da capital. Ainda em 2003, a base territorial do instituto se expandiu para todo o estado. Hoje temos cerca de 150 associados. Nosso primeiro projeto foi a formação de um banco de dados de protestos. Atualmente, 75 comarcas e 90 tabelionatos participam dessa base de dados. Somente em março de 2009 tivemos mais de 540 mil consultas de protesto.”

“Temos mais de 30 milhões de protestos na nossa base de dados para consulta em http://www.protestosp.com.br/. O usuário digita o número de seu CPF e fica sabendo se tem protesto e em qual cartório. Esse é mais um importante serviço para a população e para os pequenos comerciantes, uma vez que a consulta é gratuita. Convido todos os colegas do estado de São Paulo a participarem desse banco de dados sem qualquer preocupação uma vez que nenhum dos cartórios participantes teve diminuição do volume de certidões por estar no banco de dados.”

O pagamento de títulos pela Internet começou em Campinas, por iniciativa dos tabeliães de protesto da cidade. Agora, em convênio com a Febraban, o IEPTB-SP desenvolve esse projeto, que já está em funcionamento para o Itaú/Unibanco.

“Isso é muito bom porque o valor correspondente ao título já cai na conta do credor e o valor correspondente aos emolumentos cai na conta do tabelião”, diz José Carlos. “A Febraban pretende expandir o programa para o Interior. Será mais uma opção de pagamento para o devedor.”

José Vilson Rossi, superintendente do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil, seção São Paulo – IEPTB-SP – apresentou o funcionamento do sistema operacional da CRA, que centraliza a distribuição eletrônica de títulos para protesto no estado de São Paulo.

Registradores imobiliários paulistas responderão à penhora eletrônica de imóveis

O presidente da ARISP Flauzilino Araújo dos Santos foi representado pelo registrador Joélcio Escobar (8º RI/capital), que demonstrou o funcionamento do Ofício Eletrônico e da Penhora Online.

O palestrante falou da exigência de rapidez e circulação da informação no mundo moderno. “O uso de aplicativos tecnológicos incorporados ao cotidiano da sociedade é um processo irreversível. Nós temos informações muito importantes para a sociedade que precisam estar disponíveis. O Ofício Eletrônico e a Penhora Online são exemplos disso. Para usá-los não é preciso ser associado à ARISP.” 

No que diz respeito à Penhora Online os diretores de secretaria do Judiciário paulista podem acessar o sistema mediante login e senha. No entanto, para o acesso de juízes e registradores o sistema exige certificado digital no padrão ICP-Brasil.

Os documentos assinados com certificado digital contam com autenticidade (identificação inequívoca das partes envolvidas); confidencialidade (garantia de sigilo, privacidade e segredo de justiça); não repúdio (a origem da informação não pode ser negada); integridade (a informação não pode ser modificada em trânsito na rede e qualquer alteração será detectada); e validade jurídica (art. 10, MP 2.200-2/2001).

Todos os registradores imobiliários do estado de São Paulo precisarão de certificado digital para responder à penhora eletrônica de imóveis, de acordo com o provimento 6/2009.

Os registradores imobiliários interessados em conhecer melhor o Ofício Eletrônico e o banco de dados light podem entrar em contato com a ARISP ou com seu próprio desenvolvedor de software e solicitar esse contato.

A ARISP criou também outros aplicativos para acesso gratuito, como o Assinador Digital e a Certidão Express, que transforma a imagem da matrícula em formato PDF e insere informações relativas ao arquivo sem necessidade de abri-lo, para que o notário possa encontrar com facilidade o documento arquivado.

Em breve a entidade lançará a Consulta Eletrônica, que vai utilizar a mesma base de dados do Ofício Eletrônico, mas será paga pelo particular.

Novos projetos para o Registro Civil das Pessoas Naturais

Marcello Verderamo, 2º Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais de Taubaté, representou a ARPEN-SP e falou dos novos projetos que a entidade busca visando à viabilidade financeira dos registros civis, principalmente as pequenas serventias do interior.

“Temos de trabalhar no sentido de fortalecer as serventias deficitárias. É preciso arranjar uma forma de ressarcimento das pequenas serventias e é isso que a Arpen está procurando fazer.”

Marcello expôs os projetos que a ARPEN-SP desenvolve valorizando a capilaridade do Registro Civil, um deles em colaboração com o Detran, conforme modelo bem sucedido no Rio Grande do Sul, para que a transferência do veículo automotor possa ser feito na hora.

Além da viabilidade financeira, a entidade investe também em capacitação técnica. “Temos de investir no registrador, nos nossos funcionários, escreventes e substitutos”.

O palestrante falou da importância de que todos os registradores civis e seus funcionários participem das iniciativas da ARPEN-SP como o curso para concurso online, curso de qualificação registral, que está sendo levado a todas as regiões do estado, e curso para formação de Agentes de Registro, que já está em sua quinta edição.

“O número de registradores civis que têm certificado digital ainda é muito baixo”, afirmou Marcello Verderamo. “Em breve somente poderemos acessar o Portal Extrajudicial e a Intranet por meio de certificado digital. Temos de estar preparados. E mais, graças à capilaridade do Registro Civil, uma vez que estamos presentes em praticamente todos os municípios do país, seremos muito requisitados para a certificação digital. Mas para isso temos de nos preparar, temos de nos tornar certificadores porque o certificado digital será bastante procurado e essa fonte de renda pode nos ajudar muito.”

Central de informações IRTDPJ-SP: para todos os cartórios do estado, não importa o tamanho ou o volume de serviços

O projeto da Central de Títulos e Documentos está sendo desenvolvido para os dez cartórios de RTDPJ da capital mais o cartório de Santos. Atualmente, o banco de dados de RTD possui cerca de 60 milhões de informações, que podem ser atualizadas diariamente. A estrutura conta com dois servidores de alta velocidade e um banco de dados Oracle de alta estabilidade e confiabilidade, portanto a resposta é muito rápida, independentemente de a pesquisa ser feita por número de CPF ou nome.

Quanto mais cartórios estiverem integrados nessa central mais crescerá a massa de dados para consulta dos usuários, que poderão acessar a base de dados mediante convênio com o IRTDPJ-SP. Além dos dados, as imagens também poderão ser consultadas.

Segundo o presidente do IRTDPJ-SP Paulo Rêgo, o usuário quer segurança, eficácia, rapidez e eficiência. Se possível o serviço deve ser prestado de imediato, pela Internet. “O usuário não quer a base de dados do cartório, ele quer encontrar a informação. Uma informação inacessível é uma informação sem valor. Os registros são públicos e servem para que o terceiro de boa-fé tenha acesso à informação.”

Cada serventia tem sua própria estrutura tecnológica interna, por isso é preciso um sistema que possa ser utilizado por qualquer cartório. O objetivo é padronizar os serviços, por isso é muito importante que todos os cartórios de RTD façam parte da base de dados do instituto. Essa é a questão que o IRTD-PJ se dispôs a resolver. “Não importa se o cartório é pequeno, todos poderão fazer parte do sistema, basta ser associado ao instituto”, lembra Paulo Rêgo. “É muito importante que todos façam parte da base de dados. Aquele que não puder pagar, não pagará, mas precisa participar do sistema em seu próprio benefício”.

 

   


  

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